Frio e coração: por que o inverno aumenta infarto e AVC
No frio, infarto e AVC ficam mais frequentes. Entenda por que o inverno sobrecarrega o coração de quem tem 60+, pressão alta ou diabetes, e quando buscar ajuda.
A resposta curta
Quando a temperatura cai, o corpo contrai os vasos sanguíneos para reter calor, e isso sobrecarrega o coração. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, o frio pode aumentar as ocorrências de infarto em até 30% e as de AVC em até 20%, com risco maior para pessoas de 75 a 84 anos e para quem já tem doença cardíaca.
Se você tem 60 anos ou mais, pressão alta ou diabetes, este é o momento do ano para não deixar a avaliação para depois. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp (75) 3251-2789.
O inverno chegou ao interior da Bahia
Quem vive em Itaberaba e na Chapada Diamantina sabe que julho traz as manhãs mais frias do ano. As frentes frias descem sobre o Piemonte e o termômetro cai de madrugada, justamente quando muita gente sai cedo para o trabalho, para a feira ou para a roça. Esse friozinho, que parece só um detalhe do clima, mexe com o coração de um jeito que vale conhecer, principalmente em casa onde mora alguém com mais de 60 anos.
A conta é simples de entender. No frio, o corpo faz o que pode para não perder calor: fecha os vasos das extremidades e concentra o sangue no centro do corpo. Essa vasoconstrição aumenta a pressão e faz o coração bater com mais força. Para um coração saudável, é um esforço que passa. Para um coração que já convive com pressão alta, diabetes ou entupimento das artérias, pode ser a gota que falta.
O que acontece por dentro
Cardiologistas ouvidos sobre o tema explicam que, além da vasoconstrição, o frio faz o corpo liberar mais adrenalina, o hormônio do estresse. Em quem tem risco cardiovascular, essa descarga pode instabilizar uma placa de gordura já depositada na parede da artéria (a aterosclerose) e desencadear um infarto ou um AVC, segundo o cardiologista Fernando Ribas, citado na reportagem do jornal O Tempo. A mesma adrenalina interfere na pressão e na glicose, podendo descompensar quem trata hipertensão ou diabetes.
O inverno ainda soma outros fatores na mesma direção: os níveis de vitamina D caem na estação, come-se mais caloria e gordura, a atividade física diminui e a poluição, mais concentrada no frio, acelera o acúmulo de placas. Não é um problema só nosso: a American Heart Association, associação americana de cardiologia, também alerta que o tempo frio impõe uma carga extra ao coração e pede atenção redobrada de quem tem doença cardiovascular. O recado se repete de um hemisfério ao outro.
Quem precisa de mais atenção
O risco não é igual para todo mundo. Merecem cuidado redobrado neste inverno as pessoas de 60 anos ou mais (com destaque para a faixa de 75 a 84, apontada como a mais vulnerável), quem tem pressão alta mesmo que “controlada”, quem convive com diabetes, quem já teve infarto ou AVC, e quem fuma ou convive com fumaça. Se alguém da sua casa está nesses grupos, a estação pede um plano, não um susto.
Os sinais que não podem esperar
Há sintomas diante dos quais o certo não é marcar consulta para a semana que vem, é procurar socorro na hora. Dor ou aperto no peito, que pode irradiar para o braço, o pescoço ou as costas, falta de ar, suor frio e mal-estar súbito são sinais de infarto. Boca torta, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, fala embolada e perda súbita de força ou de visão apontam para AVC. Nesses casos, cada minuto conta.
O que dá para fazer agora
Grande parte do risco extra do inverno responde a medidas simples: agasalhar-se bem ao sair cedo, protegendo cabeça, pescoço e extremidades; manter o tratamento de pressão e diabetes em dia, sem abandonar remédio por conta própria; cuidar do sono e do estresse; seguir ativo, preferindo os horários mais quentes e evitando esforço súbito ao relento; e manter a alimentação equilibrada. O peso do problema explica a urgência: o Brasil registrou cerca de 398 mil mortes por doenças do aparelho circulatório em 2024, segundo dados do Datasus citados na mesma reportagem.
Como a C+Med enxerga esse cuidado
O jeito da casa é o de sempre: investigar antes de intervir. Uma avaliação que olha a pressão, a glicemia e o perfil de gordura no sangue de forma conjunta ajuda a entender o risco de cada pessoa antes que o frio o coloque à prova. É a lógica de medir primeiro e cuidar com método, apoiada pelos exames do C+Lab, que vale para o homem e para a mulher que já passaram dos 50, 60 anos.
Fica a ressalva honesta: nenhuma medida elimina o risco de infarto ou de AVC, e este conteúdo é informativo, não substitui a consulta. O que se pode, e se deve, é reduzir o que é reduzível, com acompanhamento. Os dados de risco aqui citados são das entidades de cardiologia; a conduta de cada caso é sempre individual e médica.
Quer entender o seu risco cardiovascular antes do próximo pico de frio? Converse com a nossa equipe pelo WhatsApp (75) 3251-2789 e conheça a avaliação preventiva da C+Med.
Perguntas frequentes
O frio realmente aumenta o risco de infarto e AVC?
Sim. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, o frio pode aumentar as ocorrências de infarto em até 30% e as de AVC em até 20%. O motivo é a vasoconstrição somada à liberação de adrenalina, que sobrecarregam o coração, sobretudo em quem já tem risco cardiovascular.
Quem corre mais risco no inverno?
As entidades de cardiologia apontam maior vulnerabilidade em pessoas de 75 a 84 anos e em quem tem doença cardíaca, pressão alta, diabetes ou histórico de infarto e AVC. Fumantes e quem convive com poluição também merecem atenção extra.
Quando devo procurar atendimento com urgência?
Diante de dor ou aperto no peito, falta de ar e suor frio (sinais de infarto), ou de boca torta, fraqueza de um lado do corpo e fala embolada (sinais de AVC), procure socorro imediatamente. Nesses casos, cada minuto conta.
Próximo passo
Se em casa mora alguém com mais de 60 anos, pressão alta ou diabetes, o inverno é a hora de antecipar a avaliação em vez de adiar. Os instrumentos de avaliação da casa organizam o que já se sabe do seu quadro antes da consulta, e o hub de longevidade e prevenção reúne o que a casa já publicou sobre risco cardiovascular. Fale com a equipe da C+Med pelo WhatsApp.
Fontes
Data de acesso, 18 de agosto de 2026.
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Frio aumenta risco de infarto em até 30%: explicação e dicas para se prevenir (dados do Instituto Nacional de Cardiologia). 29 de junho de 2026.
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Cold Weather and Cardiovascular Disease. Disponível em https://www.heart.org/en/health-topics/consumer-healthcare/what-is-cardiovascular-disease/cold-weather-and-cardiovascular-disease.
Fontes
- Frio aumenta risco de infarto em até 30%: explicação e dicas para se prevenir (dados do Instituto Nacional de Cardiologia) · O Tempo · Instituto Nacional de Cardiologia (INC)
- Cold Weather and Cardiovascular Disease · American Heart Association
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